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Há muito tempo que há rumores sobre a existência de uma rede gay no Vaticano. Diz-se até que  foi por causa dela (“dos poderosos tocadores de marionetes”) que Bento XVI deve ter renunciado ao cargo. Agora, o Papa Francisco confirma inesperadamente estes rumores: "Temos de ver o que podemos fazer."

Roma - A reunião deveria ocorrer a portas fechadas, sobre os assuntos discutidos deveriam ficar em segredo. No dia 6 de junho o Papa Francisco recepcionou os membros da diretoria da Conferência Latino-Americana e Caribenha de Religiosos (Clar). Eles falaram sobre isto e aquilo, e também sobre assuntos controversos.

Alguém do grupo fez um resumo dos comentários do Papa. E isso foi publicado. O site chileno "Reflexión y Liberación" publicou o texto integral da transcrição.

Sobre a Cúria Romana e sobre a Comissão de Cardeais convocada por ele, disse o Papa: "É, sim, é difícil." Embora haja gente verdadeiramente santa na Curia. "Mas também há corrupção." Então, Francisco mencionou o rumor que circula há muito tempo: "Fala-se de um lobby gay, e é verdade, ele está lá e nós temos que ver o que podemos fazer." A tarefa não parece ser fácil. "Rezem por mim", pediu o Papa aos religiosos, “que eu faça o menor número de erros possíveis."

O Conselho de Clar confirmou nesta terça-feira que foi feito um protocolo. Ele lamenta profundamente que isto tenha vindo a público e pede desculpas por isso. O porta-voz do Vaticano Federico Lombardi disse que, como a audiência foi de caráter privado, ele não queria comentar o assunto.

Até o momento, o Vaticano rejeitou relatos sobre supostos cliques gays na Cúria. No entanto, os rumores e especulações estão aumentando. Para alguns “vaticanistas” em Roma, o supostamente poderoso "lobby gay" foi  quem realmente levou à renúncia do Papa Bento XVI. Também em centenas de páginas do conhecido dossiê “Vatileaks”  há referencias sobre esse lobby. Bento XVI deixou o documento de herança para Francisco; uma herança difícil.

De acordo com o protocolo, a renovação da Cúria faz-se necessária, disse o Papa. "Mas não sou eu que posso fazer essa reforma, que são questões meramente administrativas, eu sou muito desorganizado, nunca fui bom nessas coisas." Ele tem confiança plena nos cardeais nomeados por ele, entre eles o Arcebispo Óscar Rodríguez Maradiaga, de Honduras, e  Francisco Javier Errazuriz, do Chile, que são muito organizados. Ele destacou particularmente a capacidade do arcebispo de Munique e Freising, Reinhard Marx.

A suposta rede homossexual dentro da Cúria não foi o único assunto na reunião. Francisco mostrou-se, como de hábito, combatente e surpreendente em seu compromisso com os pobres: “Avante a novos horizontes", foi a mensagem do argentino que há quase três meses ocupa o trono de Pedro. "Não tenham medo de correr riscos." Uma igreja que comete erros, ainda é melhor do que uma que adoece no seu silencio”, disse o pontífice.

Mesmo que alguns clérigos recebam cartas com admoestações (ameaças) de temidas congregações, mantenham a calma. Não se preocupem, deixem claro que vocês poderiam esclarecer-se e sigam, abram portas"

Em assunto de proteção à vida, Francisco manteve-se conservador: "O aborto é ruim, isso é claro." Mas deve-se questionar quais os interesses que estavam por trás da aprovação de uma lei sobre o aborto, quais grandes organizações investiram  muito dinheiro nisso. "Nós precisamos encontrar as causas e não perdermos tempo com os sintomas."

Já no passado, Francisco criticou a lenta implementação das reformas do Concílio Vaticano II. Ele fez isso também na Conferência Latino-Americana e Caribenha de Religiosos. Ele observou "poderes restauradores", disse o Papa. "Conheço alguns que me chamaram a atenção quando os recebi  em Buenos Aires. E a gente se sente como tendo voltado aos anos 60 anos. Antes do Concílio a gente se sentia como em  1940"

(Tradução livre de Malu Peters, Alemanha, exclusivamente para o blog Pena Digital. Matéria original no site alemão Spiegel Online, publicada no dia 12/06/13)
Por Malu Peters

PESQUISA – Fabricantes embutem "defeitos" em equipamentos – em colaboração com a revista PC-Welt (ler reportagem de Panagiotis Kolokythas no original)
Por Malu Peters

O jornalista Gianluigi Nuzzi publicou os documentos que o ex-mordomo do Papa, Paolo Gabriele, furtou do escritório de Bento XVI. Em entrevista ao repórter do SZ, Julius Müller-Meiningen, Nuzzi relata sobre as relações na administração da Igreja Romana.
*Por Malu Peters

Muitos museus oferecem visitas virtuais - o MoMa atrai até mesmo com cursos online.
Para ganhar as gracas do público e levar mais rápido as artes até ele, muitos museus utilizam cada vez mais a internet. Passeios virtuais e bancos de dados completos estão à disposicao para pesquisas sobre as obras e seus autores.
Por Malu Peters

Quem quer ir pro céu se a terra está cheia de chocolate?

Agora que estamos acordando do pesadelo, resolvi “lavar a alma” comendo chocolate.
Ontem, perto de meia-noite, recebi um email de Malu Peters, que informava sobre um documentário exibido na TV alemã a respeito de um remédio contra a dermatite atópica e psoríase. O título do documentário era "Cura indesejada – como a indústria farmacêutica impede a fabricação de um remédio".

Malu repassou as informações para que eu publicasse esta postagem, pois o anúncio sobre um medicamento que promete curar a psoríase foi feito primeiramente na Alemanha, no último dia 19, cujo fato - importantíssimo na área da medicina - ainda não deve ter sido divulgado no Brasil.

Desde segunda-feira (19), depois que foi exibido o documentário sobre o remédio, os canais de TV da Alemanha só mostram palestras, estudos e muitas informações sobre a doença. Só na Alemanha há 8 milhões de pessoas afetadas.

Saiba até onde vai a ganância por dinheiro.
Um médico, empregado de uma indústria farmacêutica, testou uma pomada durante muito tempo no próprio filho doente, obtendo ótimos resultados. Nem mesmo assim a empresa em que ele trabalhava quis investir no remédio (isso ele contou na TV e deu o nome da empresa), pois, para a indústria farmacêutica, o medicamento seria muito "perigoso" - para ela, já que o dia em que a doença não existir mais ou ficar sob controle, ela deixa de receber bilhões com a venda das perigosas cortisonas que fabrica como paliativo.

Então, para continuar o tratamento do filho, ele passou a solicitar ao fabricante que lhe desse amostras para teste. O fabricante, na esperança de que também viesse ajuda da empresa, sempre encaminhou as amostras solicitadas pelo médico, até o dia que resolveu não mandar mais, pois ele, o "inventor" do medicamento, queria colocar o remédio no mercado, mas não recebia resposta positiva para seu objetivo: produzir o medicamento em larga escala.

Médicos americanos, há anos, solicitam a fabricação desse medicamento, pois tiveram muito sucesso com ele, mas como ele é patenteado no mundo inteiro não pode ser fabricado sem licença do dono da patente, o qual não tem dinheiro para bancar sozinho um projeto desses, e a indústria farmacêutica não quer bancar pelo motivo já mencionado.

O mesmo estaria acontecendo com a gripe, o câncer e a aids? Será que as fórmulas para a cura dessas doenças estariam escondidas, para o enriquecimento das indústrias farmacêuticas, em detrimento da vida humana? Será que inúmeras vacinas ainda não foram produzidas porque a ganância econômica é mais importante que a saúde de milhões de pessoas?
Vender medicamentos paliativos é muito mais rentável!

Malu enviou vários links onde se pode ler a respeito do documentário exibido e sobre o medicamento que estará nas farmácias da Alemanha, Suíça e Áustria, a partir do próximo mês, ao preço de 28,85€, ou seja, aproximadamente R$ 80,00 (um tubo de 100g).
O remédio será distribuído pela companhia suiça Mavena Health Care AG.
E quando chegará ao Brasil? E por quanto será vendido no Brasil?

Ao medicamento foi dado o nome Regividerm®Salbe, e custará 40% menos que o mais barato similar - à base de cortisona - existente no mercado. O novo medicamento não possui cortisona, pois é composto basicamente de vitamina B12, em alta concentração, e óleo de abacate.
A pomada foi testada e retestada por pesquisadores da Clínica de Dermatologia da Universidade de Bochum (Klinik für Dermatologie/Ruhr-Universität Bochum) e mereceu artigos especiais nos jornais de medicina.

Espero que o governo brasileiro providencie com urgência a importação desse medicamento, para acabar com o sofrimento de quase 6 milhões de brasileiros! (estimativa da Associação Brasiliense de Psoríase - ABRAPSE)

Abaixo, repasso os links enviados por Malu, e ela informa que quem quiser mais informações a respeito é só deixar a solicitação em comentário.
Para quem não sabe ler em outro idioma - como eu -, acesse os links com a ajuda do Google Tradutor:

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15149512?dopt=Abstract
http://www.liebertonline.com/doi/abs/10.1089/acm.2008.0497

Sobre a história do remédio:
http://www.psoriasis-netz.de/themen/produkte-aktuell/regividerm.html

Aqui, em alemão, as FAQ do pequeno fabricante da pomada, que durante anos foi ignorado pela indústria farmacêutica - Regeneratio Pharma GmbH, na cidade de Remscheid - http://www.regividerm.de/fragen-und-antworten
Por Malu Peters

Die Qual (vor) der Wahl! Tradução: A Tortura (antes) da Escolha (eleição)!

No próximo domingo, dia 27, vamos votar para o partido que vai nos governar/torturar durante 4 anos. A escolha é uma tortura, pois é como ter que escolher entre a cruz, a espada, a forca, a cadeira elétrica… No final… morto é morto, não importa como!

O título da peça de Ferreira Gullar, em parceria com Oduvaldo Viana Filho, define bem esse sentimento: "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".

Os idiotas sempre somos nós, o povo. O ($$$) deles, políticos, de um jeito ou de outro, está garantido até o fim da vida. A gente que se dane e pague a conta. Ou o pato!

Aqui na Alemanha não há obrigação de voto e quase 25% da população eleitora faz uso desse direito. Uns por preguiça, por comodismo, por desinteresse, por ignorância, outros como forma de protesto contra o sistema. Eu voto! Escolho o que causa, ao meu ver, menos mal. Não por opção, mas por falta dela!

Ontem um comentarista disse na TV: "no tempo do Adenauer, os chefões das grandes indústrias faziam filas, esperavam meses por uma audiência, quando queriam alguma coisa dele. Hoje, os políticos todos – do menor ao maior – fazem filas nas portas das indústrias esperando por um cargo vantajoso". Exemplo maior é o nosso ex-chanceler Gerhard Schröder, hoje "assalariado" do Putin(ho). E ele era, e continua, no SPD (Partido Social Democrata).

Paralelo com o Brasil? Sim! Só que aqui vestem a máscara da seriedade, da instrução, da capacidade e não, como aí, um circo de doidos e (semi) analfabetos. Mas o palhaço é sempre o povo!

(foto do blog Promotor de Justiça)
Por Malu Peters

Até agora não houve na Alemanha nenhum caso de morte por gripe suína, mesmo assim o Governo está tomando as providências necessárias para que continue assim. E no Brasil?

O Governo alemão já encomendou 50 milhões de doses da vacina contra a gripe suína, vacina esta que ainda não está completamente pronta. Com isso surgem muitas perguntas: quem vai ser vacinado, quando, como e quem paga?

A partir de quando haverá a vacinação em massa?
De acordo com os planos atuais, no outono 2009 começará a vacinação, portanto, com bastante tempo antes de começar a onda anual (inverno) de gripe. O Instituto Paul Ehrlich (pesquisador da vacina) está bastante confiável de que esta previsão será alcançada. Mas garantir ele não garante, pois alguns componentes da vacina ainda estão em fase de testes.

Quem primeiramente receberá a vacina?

Os detalhes da vacinação será regulado por um Plano de Vacinação Nacional. De acordo com ele, primeiramente estão os grupos de risco: grávidas, pacientes crônicos, pessoal da saúde (médicos, enfermeiros, etc), pessoal que trabalha com o público em geral (policiais, corpo de bombeiro, etc).

Há vacinas para todos?
Os dois fabricantes da vacina na Alemanha, GlaxoSmithKline Biologicals e Novartis Vaccines & Diagnostics, declararam que estão capacitados para fabricar o quanto for necessário. O Ministério da Saúde assegurou que todos estão suficientemente preparados para receber os pedidos de vacinas para cobrir todo o território nacional. Os Estados da Federação requisitaram 50 milhões de doses, o bastante para cobrir aproximadamente 30 por cento da população. Em caso de necessidade, estão preparados para solicitar doses extras.

Se os pacientes se tornarão imunes ao vírus H1N1, ainda não ficou provado. Esta especulação baseia-se no fato de que idosos continuam imunes à gripe suína. Possivelmente, imunidade adquirida ao longo da vida através de doenças com o mesmo tipo de vírus. Esta tese, entretanto, nao está provada.

Como vai funcionar a vacinação?
O paciente receberá duas doses da vacina num período de aproximadamente duas semanas. A proteção total será alcançada dez dias após a segunda dose. Quem vai aplicar e coordenar toda a operação - se consultórios médicos, autoridades de saúde pública ou hospitais - ainda não está decidido. Provavelmente, cada Estado será autônomo para optar.

Haverá efeitos colaterais?
O coordenador dos testes em todo o país, o médico bávaro Frank von Sonnenburg, acha que a vacina é bem compatível. A nova vacina contém, em boa parte, elementos já testados em outras vacinas contra gripe. Mas que reações, como pequenas manchas vermelhas na pele, febre baixa e dores de cabeça não estão excluídas.

Os críticos temem, entretanto, que a vacina não tenha sido testada suficientemente, a fim de se reconhecer efeitos colaterais raros. Além disso, a WHO (Organização Mundial de Saúde) adverte que, pelo menos, momentaneamente, a compatibilidade da vacina para crianças e fetos no começo da gravidez não foi suficientemente estudada.

A vacina contra a H1N1 também protege contra gripes específicas de cada estação?
Não. Assim como as outras vacinas contra gripe também não protegem contra a gripe suína.

Quem paga?
Todos os segurados das Caixas Públicas serão vacinados gratuitamente. As Caixas particulares, de acordo com o Ministério da Saúde, também se comprometeram a assumir os custos.

A vacina será obrigatória?
Não, na Alemanha, qualquer vacina preventiva é voluntária.
Por Malu Peters

Este foi o título de uma reportagem que li aqui na Alemanha sobre o chiqueiro em que se transformou o Senado brasileiro. Gente, que vergonha! Estamos nos tornando páreo duro para as ditaduras africanas. Como pode?

E como se não bastasse, outra, aí no Brasil: “deputado estadual amazonense Wallace Souza, acusado de ser o mandante de assassinatos para aumentar a audiência de seu programa de TV”. Um representante do povo? Onde estaaamos? Olha que é coisa rara, mas, com essa notícia, eu fiquei sem fala, calada, muda.

Dizem que só há espertos onde há idiotas. Será que os 160 milhões de brasileiros (ou já são mais?) são todos débeis mentais? E só umas poucas centenas (os políticos) são espertos?

Nãããão! Há ainda poucos outros que também tentam fazer alguma coisa (à maneira deles, mas tentam): os bandidos! Ah, tudo farinha do mesmo saco!

O resto... o resto parece anestesiado, dorme tranquilo no enorme “berço esplêndido”. Letargia total. Povo lerdo, diria a minha avó. Parece que está todo mundo “baseado”, movendo-se em câmera lenta, rindo à toa rumo ao precipício.

Ai que vontade de ter um balde, bem grande, para jogar água fria em todo mundo. Sacudir, sacudir, até acordar! Gente, nós só temos uma vida! A outra, ninguém ainda provou que existe. A melhor maneira de saber se ainda está vivo é beliscando-se e dando um grito bem alto. Participe!

Uma amiga escreveu algo muito interessante. Aqui, neste blog, alguém também já escreveu algo semelhante:

“Os nossos políticos são o espelho da nossa sociedade e, se ela está podre, cheia de aproveitadores, assassinos, bandidos, com certeza no Congresso vai estar com representantes dessa laia. Como sabem que lá ficam impunes, gastam o nosso dinheiro para se eleger e, depois, ganham, com achaques e outras coisas mais, centenas, milhares de vezes o investido, só que vai tudo para o próprio bolso. E ainda ficam riquíssimos como Renam Calheiros, que era pobre. Conheci a cidade onde nasceu e é o berço de sua política, e que tem como prefeito o seu filho. Uma merdinha! Sarney a mesma coisa. Todos querem tirar proveito e assim vai... Esse é o nosso país”.

Lei de Gérson, minha amiga, lei de Gérson! No dia em que essa lei for “cassada e banida” da mente do povo brasileiro, em que o alheio continuar no bolso do dono, em que aqueles que escolhemos para nos guiar e nos proteger se conscientizarem do seu papel (né Lula?), o Brasil não só passará para o primeiro mundo, como até o deixará para trás. Capacidade nós temos.

Mas, enquanto o nosso “escolhido” andar de beijos e abraços com seus ex-adversários (hoje, cupinchas), alisando o primeiríssimo (essa “honra” eu dispensava, seu Fernando!) presidente deposto pelo povo, povo que anos mais tarde levou Lula ao Poder; enquanto continuar se esfregando no “pé-na-cova” maranhense, "no governo brasileiro só vão mudar os nomes", como disse o ministro de Café Filho, Eugenio Gudin (primo de Mario Henrique Simonsen), quando completou 100 anos.

História do Brasil à moda mineira (pena que só vai até 2003, o principal - o nosso “mariola Lula” - o blogueiro vai deixar passar):

http://apatada.piparote.com/ensaio/galeria-dos-presidentes-brasileiros/

Faça seu protesto! Endereço eletrônico dos senadores, encha a caixa deles:

http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_atual.asp
por Malu Peters

Caro Pena Digital!

Muito obrigada pela confiança depositada e pelos votos de boas-vindas ao seu blog e a sua Zimba. Quem sabe apareço por aí mais cedo do que você pensa, hein? Por que esse nome, Zimba?

Caro leitor, hoje resolvi escrever algo mais leve - leve porque, no fim, tudo deu certo! - , pois estou curtindo uma bruta dor de (falta de) dente e isso basta para "queimar a mufa". Não consigo "politicar" nem filosofar. Também não querendo fazer trocadilhos (mas fazendo!) estou "penando" mesmo. Dizem que quando se tira o siso, a gente fica menos ajuizada, emburrece um pouco. Ainda bem que ainda tenho dois, que vou defender com unhas e dentes (com os outros que ainda restam!)

Se você tem alguma curiosidade, em especial sobre a Alemanha (Europa não prometo, é grande demais, mas posso tentar) sobre a qual eu possa escrever, é só mandar seu recado. Dentro do possível, eu pesquiso. Seja como for, uma resposta você sempre terá. Mesmo que não seja a que você quer ler. Aconteceu há uns 4 anos atrás, uma única vez, em mais de 20 anos, mas aconteceu.

Vou contar pra vocês, porque essa história mostra a fragilidade dos países ricos, modernos, industrializados. Eles também têm seu tendão de Aquiles.

Numa tarde de verão, assustei-me com alguém batendo - esmurrando, seria a palavra certa - na minha porta da sala. Irritada, pensei comigo: por que não toca a campainha, como todo mundo, diabos? Olhei pela janela. Era a vizinha da casa diretamente ao lado. Estranhei. Aqui, vizinho quase não vai na casa do outro. Abri. A mulher, um pouco assustada, perguntou-me, esbaforida - era quase a hora do jantar -: "a senhora, também, está sem energia?" Não que eu saiba, respondi, mas vou dar uma olhada. Como eu estava no quintal cuidando das minhas flores, não me dei conta de que a luz havia acabado.

Tenho não, informei, talvez algum pequeno curto-circuito; volta logo.
Vou exagerar um pouquinho: aqui, uma coisa dá defeito hoje, ontem já consertaram!

De qualquer maneira, resolvi ligar pra minha sogra, que mora aqui pertinho, pra saber se lá também estava faltando energia. (Surpreeeesaaaa!!!) O telefone também não funcionava. Claro, né? Peguei o celular e liguei pro meu marido e pedi para ele, depois do expediente, passar numa loja qualquer e comprar alguma coisa pronta para comermos, pois, hoje, “a cozinha vai ficar fria” (quer dizer, não tem comida!). Nosso fogão é com chapa de vidro cerâmico, portanto, elétrico.

Foi o que ele fez. Passou no supermercado (aqui, supermercado também vende comidas prontas, fresquinhas) e aí veio outra surpresa: uma fila enorrrrme do lado de fora e outra do lado de dentro. Ninguém entrava, ninguém saía. Claro, porta automática! A turma que estava de fora, querendo entrar para comprar comida e não podia. A turma de dentro (sortuda!?) já tinha feito suas compras. Mas, como a caixa registradora não funcionava (também eletrônica), foi todo mundo obrigado a deixar as compras lá, passar pelo estoque e sair pela saída de funcionários e fornecedores. Se os de fora deram azar, por que eles teriam mais sorte, né? A Constituição alemã, tal qual a brasileira, diz que perante a lei todos são iguais. Aqui, porém, a igualdade é respeitada até quando falta luz! Diferente do Brasil, onde “uns” são “mais iguais” que outros.

Aiaiai... onde será que guardei aquele pacote de velas que comprei há 10 anos atrás? Cadê o fósforo?

Umas 4 horas depois “fez-se a luz”, novamente. Todo mundo já estava nervoso, pois ninguém sabia o que havia acontecido. Saber como, se todos os meios de comunicação pararam de transmitir? Caos total! Pensamos em um atentado.

Quando a luz voltou, fomos informados pelos noticiários que, durante trabalhos de revisão nos postes mais importantes de retransmissão de energia do sudoeste alemão, alguém fez uma bela duma merda trapalhada e cortou a luz de quase metade do País.

Até em “apagão” a Alemanha é mais organizada que o Brasil; quando apaga, apaga tudo mesmo!

Naquela noite, com certeza, umas 20 milhões de pessoas comeram o alimento sólido (o líquido é a cerveja, isso todo mundo sabe!) mais amado pelos alemães: os famosos pães pretos. Nós, também!




Leitores, para quem não sabe (mas já falei disso), uso um site que me mostra de quais cidades o meu blog é acessado. Os acessos de Imbituba, na grande maioria deles, são apontados pelo site como sendo acessos feitos de Florianópolis. Considerando apenas os leitores que acessam frequentemente, eles estão em diversas cidades como Garopaba-SC, Laguna-SC, Criciúma-SC, Tubarão-SC, Rio do Sul-SC, Ibirama-SC, Braço do Norte-SC, Joinville-SC, Brusque-SC, Balneário Camboriú-SC, além do Rio de Janeiro-RJ e Porto Alegre-RS. Dos EUA sempre há alguns internautas que leem algumas postagens, mas não sei se são imbitubenses que moram lá, pois nunca deixaram qualquer comentário.

E, num dia desses, olhando o site de monitoramento, vi um acesso da Alemanha. De início, acreditei que fosse algum internauta que, como eu, volta e meia visita alguns blogues de outros países. Ledo engano. Observei outros acessos, no mesmo dia, e fiquei muito curioso. Alguém, da Europa, estava lendo meu blog. Eis que começaram a chegar vários comentários de uma leitora que se identificou como "Malu Brasil". Como vocês podem verificar, há inúmeros comentários dela no meu blog.

Curioso, solicitei que ela mantivesse contato comigo, via e-mail, para nos conhecermos. Queria, na verdade, saber qual o interesse dela, que disse ser brasileira, e que, mesmo morando na Europa, interessava-se pelos assuntos da Zimba, a ponto de enviar vários comentários sobre os temas mais diversos postados neste blog. Houve resposta ao meu e-mail.

Segundo Malu, ela e seu marido, um engenheiro alemão, estão à procura do "paraíso na Terra", ou seja, querem vir para o Brasil, num futuro próximo e, para eles, o paraíso seria uma cidade sossegada, localizada à beira-mar, que tivesse boa infraestrutura e fosse habitada por um povo simpático. Imbituba está em sua lista, embora ela saiba que não há a infraestrutura que gostaria que houvesse.

Malu Peters vive há mais de 20 anos na Alemanha e conheceu Imbituba, no fim do ano passado, quando esteve passeando por aqui.
Por e-mail, trocamos ideias, falamos de política e sociedade (como eu não falaria disso?), das coisas daqui e das coisas de lá. Pelo que senti dela, a firmeza alemã já faz parte de seu modo de pensar.
Malu é formada em Comunicação Social por uma universidade do Rio de Janeiro e, na Europa, fez curso técnico de turismo, cujo nível quase se equipara ao de uma faculdade de turismo no Brasil. Em novembro, iniciará um curso técnico de paisagismo.

Ao perguntar sua idade, por simples curiosidade, respondeu que faz parte da geração 50 PLUS. Bem, com quase metade de sua vida vivendo na Europa, eu não poderia perder a chance de aprender algo mais sobre a vida, o pensamento, a política e a sociedade do povo do Velho Continente. Então, convidei Malu para escrever neste blog. Convite feito, convite aceito.

Semanalmente, Malu estará aqui no blog Pena Digital, falando um pouco da vida na Europa.
Para que escrevesse aqui, a única condição arbitrada por mim foi a seguinte: que eu possa criticar o que ela escreva, assim como ela poderá fazer o mesmo em minhas postagens. Eu e ela pensamos da mesma forma: liberdade de expressão, sempre!

Malu, bem-vinda a Imbituba, ainda que virtualmente. Comece a conhecer a Zimba, seu povo, sua política (e seus políticos), seus problemas e suas belezas naturais. Quem sabe, um dia, você e seu marido acabem fincando seus pés na Zimba, assim como muitos outros que chegaram de outras partes do Brasil e do mundo. Bem-vinda ao blog Pena Digital!

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