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Por Ledeir Borges

Sou flamenguista de coração (a razão fica para depois). Ainda que não seja um torcedor fanático, destes que vestem a camisa rubro-negra e saem, orgulhosos, desfilando por aí. Mas sou flamengo. Eu sou Fla-Fla, como diria o inigualável Jorge Bem Jor. E, ultimamente, a Nação anda nos ares, repleta de alegrias e alegrias e alegrias.

No entanto, um dos craques que mais admiro do meu maravilhoso Mengão é vascaíno (dizem que é). Doce contradição. O avesso do avesso, do avesso. É vascaíno, porém é imbitubense dos bons.
Por Ledeir Borges

O grande e afetuoso abraço que os imbitubenses deram no prédio, em ruínas, do saudoso Imbituba Atlético Clube (ali na Praça Henrique Lage, no coração da cidade) foi algo fantástico e de uma simbologia para além do nosso entendimento. As pessoas ali reunidas, dentre elas meu amigo César de Oliveira, tinham clareza que a memória de um povo não pode e não deve ser destruída e que a sua defesa é um exercício pleno de cidadania e dignidade.
Por Ledeir Borges

Em memória de Teodoro Martins de Moraes, meu padrinho.

Esperança. A Vila de meu avô. O reduto de meus sonhos de menino, perdido entre árvores e o gado. O deslumbramento da proteção que vinha do isolamento e da natureza que me cercava.

Não havia perigos à vista. Tudo era tranqüilo. A vida se encerrava entre as grandes árvores e o mágico engenho onde mandioca virava farinha.
Por Ledeir Borges

Outro dia, enquanto folheava um destes periódicos semanais que circulam pela cidade, li uma pequena nota política muito, digamos, sugestiva. Noticiava o periódico que em reunião realizada nesta bela Comarca, nossos caciques políticos (caciques é bacana, não é?!) anunciaram que nas próximas eleições apoiarão candidatos para os cargos de deputados estadual e federal, futuros pretendentes oriundos (que palavrinha!) da vizinha e simpática cidade de Tubarão (belo nome).
Leitores, mais um imbitubense foi convidado para ser colunista deste blog. Assim como César de Oliveira, o novo colunista sempre participou ativamente da vida da cidade, principalmente quando o assunto era política. Como suplente de vereador pelo Partido dos Trabalhadores, ele assumiu uma das vagas no legislativo municipal, por seis meses, em 2001.

Hoje, mesmo afastado da militância partidária, ele continua sendo uma das pessoas mais críticas do processo político, não só de Imbituba como do Estado. E quando falo em ser crítico, não quero dizer daquele indivíduo que tudo critica sem fundamentos, que faz oposição a um contexto político pela simples paixão de ser oposição. Falo de um cidadão que apresenta suas críticas baseadas em conhecimento e com um só objetivo: uma cidade e uma sociedade com melhor qualidade de vida.

Eu tinha quase certeza que ele não era leitor do blog, mas mesmo assim encaminhei o convite, pois sei que o leitor terá prazer em acessar o blog e ler seus textos.

Meus primeiros contatos com ele foram nas idas e vindas da UNISUL, no ônibus, no fim dos anos 80 ou início dos 90, quando algumas vezes conversávamos, ou melhor, eu parava para ouvi-lo falar de Marx, Engels, socilalismo, política. Sempre com um livro à mão, sob o pequeno feiche de luz da lanterna de sua poltrona, consumia - e consome - conhecimento como se fosse seu alimento. E para ele sempre foi!

Mas deixando um pouco de lado as qualidades desse cidadão, tenho que confessar uma coisa. Por muito tempo o vi como alguém extremamente radical em seus conceitos, principalmente no campo político.

Há muitos e muitos anos sem manter contato com ele, seu nome foi me sugerido para integrar este blog, mas, ao lembrar daquele radicalismo que eu preconceituava, eu resisti à ideia. Entretanto, lembrei também que em vários momentos de minha vida eu fui radical - ou ainda sou?
Além disso, sua indicação tinha o respaldo de pessoas muito inteligentes, e não poderia eu, portanto, deixar de ler, apreciar e saborear as ideias de um professor que leciona (Língua Portuguesa e Literatura) com prazer, de um advogado que exerce sua profissão com ética e de um cidadão que tem coragem de expor o que pensa.

Ademais, eu não poderia, ancorado apenas em minha visão do passado, impedir que alguém pudesse usar este blog para compartilhar seus vastos conhecimentos, pois eu estaria afastando-me dos objetivos que me levaram a criar este espaço de comunicação e, com certeza, eu seria radical com essa atitude.

Convite feito, convite aceito. Toda quarta-feira os leitores poderão ler as crônicas de Ledeir Borges Martins! Entretanto, ainda nesta semana haverá a primeira publicação.

Assim como informei ao anunciar o nome de César de Oliveira, as opiniões tanto minhas como de qualquer colunista serão independentes.

Ledeir, bem-vindo ao blog Pena Digital!

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