Gastos governamentais desnecessários são tolerados pela população

Leitor, é interessante como os governos justificam suas incompetências ou simplesmente mascaram a falta de austeridade com o erário.

Cada vez que uma crise aparece é a desculpa certa para dizer aos cidadãos, contribuintes e funcionalismo público que não se pode fazer obras, que há de se criar mais tributos e não existe caixa para reajustar salários e fornecer melhores condições de trabalho. São muito espertos ao tratar com o povo. E, mais ainda, para contratar empreiteiras.

O governo do Estado, como sempre, vive dizendo que não tem dinheiro, mas gasta exagerada e inexplicavelmente em áreas que não justificam tanto gasto assim, como a publicidade, por exemplo. E graças a esse derrame de dinheiro público em propagandas ditas institucionais que existe uma infinidade de jornais de meia dúzia de páginas espalhados por Santa Catarina, pois sobrevivem quase que exclusivamente de dinheiro governamental, seja ele do Estado ou dos municípios. Essa é a imprensa "livre" que temos, paga com dinheiro estatal, para falar somente o que se pode. E essas propagandas é um dos motivos do pedido de cassação do governador Luiz Henrique, quando, em 2004, foram gastos mais de R$ 50 milhões e, em 2005, mais R$ 60 milhões.

Quanta publicidade sobre Casan, Celesc e obras, que consomem fortunas dos cofres públicos. Entretanto, não se tem dinheiro para pagar melhor os professores, funcionários da saúde ou da segurança. Falou em salário é um deus nos acuda, é um desespero geral no governo! Quando o governador viaja, lá vão dezenas de pessoas, por ar e por terra, com diárias, muitas vezes, para acompanhá-lo em agenda política! Quanto custa isso? E há quem fique de pé para aplaudir! E isso acontece em todo o staff. Nesta semana, por exemplo, o secretário de segurança veio a Imbituba trazer uma viatura usada para a Unidade Prisional. A foto publicada no jornal, que mostrava o momento em que a chave da viatura era entregue, era pequena para conter todos que queriam posar ao lado do secretário, participar desse momento "histórico", como se essa "obra" fosse algo esplendoroso!

No jornal Diário Catarinense, do dia 25/03/09, um leitor encaminhou a seguinte correspondência, publicada na coluna "Diário do Leitor", sob o título Auditores e arrecadação:

A imprensa noticiou dias atrás que o governo do Estado de Santa Catarina está contratando mais 16 auditores para se juntarem aos já existentes. Farão um levantamento da folha de pagamento do governo estadual, a fim de enxugar a folha salarial e achar possíveis irregularidades. O engraçado é que essas medidas só são tomadas quando cai a arrecadação, isso deveria ter um acompanhamento permanente, e não só em época de vacas magras. Pois os serviços terceirizados consomem boa parte dos recursos públicos, por isso, em nome da transparência, a Secretaria de Administração Estadual deveria responder às seguintes perguntas: Quantos empregados terceirizados prestam serviços para o governo do Estado? Quanto custa cada empregado? Quanto o governo paga para cada empresa terceirizada mensalmente? Qual é o piso salarial de um servidor no início de carreira? Após responder a essas perguntas, já teremos condições de saber quanto o governo do Estado vai economizar mensalmente. Dorcelino Rosemiro dos Santos.


No governo federal, o gasto com publicidade chega a R$ 1 bilhão, sendo que a poderosa Globo fica com 60% de toda a verba destinada às propagandas televisivas, no montante de quase R$ 400 milhões.

Austeridade é uma atitude que o povo é obrigado a observar, por necessidade; enquanto os governos fazem isso de forma facultativa, baseada na tolerância desse mesmo povo.

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